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S. Bento da Porta Aberta assinalou o Trânsito/Morte de S. Bento

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A cripta de S. Bento da Porta Aberta, em Terras de Bouro, acolheu ontem a celebração da Eucaristia e romaria de S. Bento,no âmbito do “Trânsito” ou morte de S. Bento.
Na homilia, o Arcebispo de Braga considerou que o fundador dos beneditinos deve ser um «estímulo» para os cristãos e apelou à vivência em comunidade, ao combate ao isolamento e ao respeito
pela natureza, a “Casa comum”.
Numa cerimónia festiva, D. Jorge Ortiga socorreu-se do exemplo de vida de S. Bento e da leitura do Evangelho, que fala de Lázaro e do rico e do diálogo entre Pai Abraão e o rico avarento, depois da sua morte, em que pediu que Lázaro fosse enviado para convencer os cinco irmãos à conversão. Ao que Abraão lhe respondeu que se não escutou Moisés e os profetas, também ia ignorar um morto ressuscitado.
Ora, para o Arcebispo de Braga a primeira atitude dos cristãos deve ser de escuta. Os santos, diz,devem servir de exemplo,são aqueles que devem ser escutados. «Ser devoto de S. Bento não é
só pedir graças. Ser devoto de S. Bento passa por escutar a mensagem que ele tem para nós hoje».
E o prelado enumerou três mensagens inspiradoras de S. Bento. A escuta e relação com Deus; a relação com a comunidade, no combate ao isolamento, acolhendo o outro, respeitando a sua diferença; e a relação com a natureza, a casa comum que o fundador dos beneditinos tanto cultivou.
D. Jorge lembrou que S. Bento primeiro encontrou-se com Deus, onde cultivou a esperança, aprendendo que a felicidade não está no dinheiro, num bom emprego. «É bom chegar à raiz da esperança que é Deus. Sem Deus, o nosso futuro é sombrio, não tem sentido». Depois de fortalecido com intimidade com Deus, S. Bento fundou uma comunidade religiosa. «Está a dizer-nos que devemos procurar viver em comunidade. Seja a nossa família, a paróquia ou diocese. Como dizemos no Programa Pastoral, é preciso tecer comunidades. Todos somos chamados a tecer comunidades, não permitir que as pessoas se isolem nem deixar que nós nos isolemos também. Ajudar a integrar os outros, no respeito pelas diferenças».
Estando no tempo da Quaresma, o Arcebispo reforçou a ideia da poda Este é um tempo para nos livrarmos de tudo aquilo que não presta e que nos impede de dar frutos abundantes e saborosos».
A terceira mensagem entronca no Dia Mundial da Floresta, que se celebrou ontem. D. Jorge lembrou que todas as comunidades fundadas por S. Bento tinham campos
à volta, numa simbologia ao trabalho. «É preciso respeitar a natureza e acabar com certas atitudes. Cuidemos da natureza, que é nossa casa comum».

Depois da missa, rezou- se a oração dos santuários e seguiu-se a procissão do Santíssimo até à igreja, dando uma volta inteira antes de entrar.
Para além dos devotos, destaque para a presença do autarca de Terras de Bouro, Manuel Tibo, bem como toda a sua vereação.

Um sublinhado para a presença dos Bombeiros de Terras de Bouro,que transportaram o pálio.
As cerimónias foram solenizadas pelo Grupo Coral da Universidade Sénior de Vieira do Minho.

(in Diário do Minho 22/03/2019)

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